Baião
de um, baião de dois,
Baião
de três dezenas
Isso
é um mês,
Novena
pra um santo que peca
Porque
não fala inglês
Fumo
no rabo do cometa
Vala
brilhante no espaço
Coito
corrido no mato
Extrato
pregado na mão
Comparo
a filho do cão
Xenofóbico
brasileiro
Ass é
cú no estrangeiro
Aqui
carta do baralho
Pra
vampiro benta e alho
Nas
ondas de Hollywood
Água
e goma dá um grude
Pra
colar novas idéias
Uso onomatopeia
Pra
fazer nossa defesa
Já
que somos brasileiros
Todos
iguais numa mesa
Perdido
é quem se acha melhor
Falando
besteira.
“...
com todo respeito ao burro,
Vou
falar no seu dialeto
Porque
no português correto
Não
tem como definir
Tamanho
absurdo olha ai
Estigma
de não evoluído
Que
fala e encarna o bandido
Preconceito
nazista sem fim
Não
erro por ser nordestino
Bem
antes somos brasileiros
Nascidos
num mesmo terreiro
Por
isso somos iguais
Cultive
a cultura da paz
Pro
burro não ser ofendido
O
mundo mudou indivíduo
Você
ficou pra trás.”
JOÁZ DE BRITO
ESSA POESIA É A FAIXA 01 DO CD "PARAHYBANIDADE" DA BANDA ARUPEMBA - http://tnb.art.br/rede/bandaarupemba

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